Governistas veem reação do PT com naturalidade

Os deputados da base do governo que votaram pela manutenção da alíquota de 18% a partir de janeiro, avaliam que suas posições tomadas em plenário não devem afetar, momentaneamente, as relações políticas com o governo do Estado.


“Vamos saber disso no futuro. Hoje estamos encerrando as nossas atividades. No próximo ano teremos condições de avaliar melhor como será esse comportamento e esse relacionamento”, disse, por exemplo, o deputado Hermano Morais, que afirma continuar “sempre com o espírito público, com responsabilidade e defendendo os legítimos e interesses públicos”.


Hermano Morais (PV) avalia com “naturalidade” as declarações da chefe do Executivo, “dadas sobre os efeitos, ainda, do resultado da votação, não desejado por ela”.


Mas, o deputado Hermano Morais disse que “votou de forma consciente, tranquila, como desde o início da discussão tínhamos assumido essa posição, por entender e ter a convicção que a questão da arrecadação e a saúde financeira do Estado pode ser resolvida de outras maneiras. Principalmente se estimulando o crescimento econômico”.


Morais entende que esse é o caminho, “além de outras medidas administrativas que podem ser e devem ser tomadas pelo governo do Estado. Mas estamos absolutamente tranquilos e muito convictos de que votamos de forma correta”.


O deputado Neilton Diógenes (PL) disse que “acredita na política do hoje e do amanhã”, mas analisou que a votação sobre o ICMS “é uma pauta vencida e que o governo vai ter de se readequar”.

Deputado Neilton Diógenes acredita na reversão do Governo – Foto: Eduardo Maia


Neilton Diogenes afirmou que diante do resultado da votação (14 votos contra o projeto do governo), o Estado “ficou numa numa situação desfavorável com a arrecadação, mas favorável para uma política de incentivo à geração de emprego, dar oportunidade de investidores”.


Diógenes também disse acreditar no potencial da equipe do governo, que “pode muito bem e deve conduzir esse Estado para a maior amplitude sobre a arrecadação em quantidade de investidores”.


Então, segundo Diógenes, “passado a gente não discute, vamos discutir o futuro, tecnologia, inovação, a aprimoração dos potenciais que o Estado tem, eu acho que é isso, a Assembleia tem esse papel. E o governo tem o seu papel, unindo as forças em favor do nosso povo, sobre os nossos potenciais, o Rio Grande do Norte pode se transformar e ser muito maior”.


Quanto a fala da governadora, Diógenes disse que ocorreu dentro de um contexto, mas o governo “sabe muito bem do meu papel e do deputado Hermano Morais sobre pautas importantes e muito oportuna a nossa presença nas discussões que sempre impulsionam o desenvolvimento do nosso estado”.


Diógenes acha que o resultado da votação não sinal de que pode criar dificuldade para o governo no restante do mandato de Fátima Bezerra: “Não, não acredito, cada partida de um campeonato é uma disputa diferente, então o campeonato está apenas começando, não chegamos nem à final”.


Para Diógenes, a governadora do Estado “tem habilidade política, não é de hoje que está na politica”, mas entende que houve um fato pontual, “onde cada um discute com seu entendimento e se identifica com seu povo e público, então essa casa é uma pluralidade de opiniões e tem que ser respeitada por qualquer um dos deputados assim também como por Fátima governadora”.

Tribuna do Norte

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